Máquinas versus Advogados

Gabriel Couto – aluno Tech 2o semestre

A empresa especializada em tecnologia jurídica, a LawGeex, recentemente, lançou o desafio a vinte advogados experientes, com o objetivo de testar seus conhecimentos e aptidões jurídicas. O teste consistia em analisar a performance dos referidos advogados em comparação a inteligência artificial, implantada por outra firma.

 Os advogados que competiram eram de diversas áreas do ramo do Direito. Exemplificando, aqueles que fizeram parte da equipe são diretores jurídicos de grandes firmas, tais como Goldman Sachs, Cisco e Alston & Bird, advogados empregados e igualmente havia também os autônomos.

O conteúdo do desafio atribuído às equipes (de advogados versusinteligência artificial), consistia em analisar os riscos contidos em cinco contratos de confidencialidade (ou em inglês: non-disclosure agreement). 

O resultado se firmou de maneira abrupta. Em termos materiais, um dos vinte advogados da equipe conseguiu empatar com a inteligência artificial, totalizando 94% de precisão. Ainda, somando a equipe em seu total, teve a média 85% de precisão, tendo o último advogado do grupo perfazendo o percentual de 65%. 

Em análise temporal, a inteligência artificial cumpriu o desafio em 26 segundos, em confronto com a equipe de advogados, que perfazeram a média de 92 minutos. Ainda, o advogado que demorou mais a executar a tarefa, cumpriu em 156 minutos, já o mais rápido em 51 minutos, contudo, bem longe do tempo alcançado pela inteligência artificial.

Em síntese, o cenário para os profissionais não pode ser de desânimo e sim, de adaptação, posto que, os robôs se encarregam das tarefas repetitivas, e por conseguinte, os humanos daqueles encargos que necessitam de pensamento crítico, não podendo substituir pela a inteligência artificial determinadas tarefas tais como o relacionamento com as partes e a atuação dos advogados nos tribunais. 

Fonte: https://www.conjur.com.br/2018-nov-21/inteligencia-artificial-bate-20-advogados-revisao-contratos