Lançamentos de satélites

Por Gabriel Couto – aluno Tech 2o semestre

Com a proposta de “democratização do espaço”, a empresa Sen (Space Exploration Network), do empresário britânico Charles Black, tem como projeto criar uma plataforma de streaming de vídeos, de resolução 4K, transmitida diretamente do espaço, ao vivo, para toda a população. No dia 31.05.2019, a empresa britânica liberou um vídeo que demonstra como seria essa exibição.

Para cumprir esse objetivo, a Sen terá que lançar no espaço, pequenos satélites que fornecerão as imagens em tempo real à população. Por agora, a empresa conta com um satélite, recém-lançado, que captou as imagens demonstradas no vídeo de demonstração. Vale destacar que esse satélite foi enviado pela empresa russa Energia.  

Fundada em 2014, a Sen conta com a Sen Video Unit, que opera as seis câmeras presentes nos satélites, que são capazes de fornecer imagens também da própria nave, de diversos ângulos e ainda, referentemente à Terra, as câmeras captam imagens com o sensor grande angular.

Com o objetivo de realizar o seu projeto, a empresa britânica tem ambições de fazer parcerias com a indústria espacial para o lançamento de mais satélites, contando também com a colaboração da empresa russa Energia.

Com efeito, o vídeo de demonstração da Sen, demonstra que a tecnologia está funcionando e ainda, percebe-se a relevância da plataforma de streaming no contexto atual, que permite a sociedade acompanhar ao vivo a trajetória da Terra e os fatos que ocorrem na órbita baixa do planeta.

Já a norte americana SpaceX pretende fornecer internet de alta velocidade a qualquer região do planeta através de satélites que já estão em órbita, lançados por um foguete Falcon 9 que decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, por volta das 22h30 (23h30 em Brasília) na quinta-feira, 23 de maio de 2019.

A empresa de Elon Musk recebeu a aprovação do governo norte-americano para lançar até 12 mil satélites e o sistema Starlink só começará a funcionar quando forem ativados ao menos 800 desses equipamentos, o que exigirá uma dúzia de lançamentos. Para tornar o projeto economicamente viável, um total de mil satélites precisam estar em órbita.

A SpaceX não espera que esses satélites durem mais de cinco anos e pretende substituir os antigos por modelos mais modernos ao longo do projeto.