Energia Eólica, Solar e …Neval?

Por Diego Wonner – aluno Tech do 2o semestre

Imagine como deve ser difícil obter energia em lugares frios, inóspitos e isolados. Muitos de nós estão tão acostumados à vida em uma sociedade densa que mal dá para imaginar uma realidade diferente desta aqui.

Em lugares gelados, não é tão simples ter acesso a recursos básicos, como eletricidade. Porém,Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles desenvolveram um dispositivo capaz de gerar eletricidade a partir da queda de neve.

Essa energia é gerada pela troca de elétrons entre dois materiais diferentes. Enquanto um fornece os elétrons, o outro captura. Para isso, um dos materiais deve estar carregado positivamente e o outro negativamente. Dessa forma, eles interagem entre si e realizam a troca (como as pilhas).

O dispositivo foi criado com a ajuda de uma impressora 3D e possui uma camada de silicone para gerar eletricidade estática.Ele é ideal para áreas remotas porque, além de gerar a própria energia e não precisar de baterias, é bem prático.

Seu nome, porém, não é tão prático assim. Os cientistas o chamam de Nanogerador Triboelétrico baseado na neve. Ou TENG para os íntimos.

Em países que possuem um inverno rigoroso, é comum que os painéis solares sejam cobertos por uma camada de neve, destruindo sua produtividade.

Nesses casos, o TENG pode ser acoplado aos painéis e impedir que o inverno afete a geração de energia e por ser relativamente simples e leve, ele também pode ser colado às botas de neve. E bônus: ele também serve para o monitoramento de esportes de inverno, ou de uma simples caminhada, avaliando o desempenho do usuário.Para completar, o TENG também recebe sinais de estações do tempo que informam sobre a quantidade e velocidade da neve do local.

E como o TENG é especializado para lugares de inverno rigoroso, podemos afirmar que seria uma energia renovável.

Este dispositivo abriu outro caminho para outra forma de produção de energia que beneficia a humanidade, e também abre para outras fontes naturais (que ainda não descobrimos) a possibilidade de seu uso para a criação de energia.