Bebês modificados geneticamente podem ter uma menor expectativa de vida

Pedro Henrique F Zampronha TECH 2ºsemestre.

Em um estudo no final do ano passado, o cientista chinês He Jiankui anunciou ter sido o primeiro a desenvolver bebês modificados geneticamente. Ele usou da engenharia genética para desabilitar o gene CCR5 em um casal de gêmeos, teoricamente tornando-os imunes ao vírus da AIDS. 

Mas, assim como acontece com qualquer experimento feito com o corpo humano sem o devido estudo, a modificação causada por ele pode ter acabado por piorar a expectativa de vida dessas crianças.

Existe outro estudo feito por pesquisadores da Universidade de Berkeley (EUA) que descobriram que o não funcionamento do gene CCR5 pode diminuir a expectativa de vida das pessoas.

A descoberta foi feita após se analisar o DNA e as causas de mortes de 40 mil voluntários do UK Biobank, um enorme banco de dados genético do Reino Unido. Ao fazer essa análise, os pesquisadores perceberam que as pessoas que possuíam uma anomalia nos genes CCR5, que fazia com que eles não funcionassem, morriam cerca de 20% mais cedo do que aquelas que possuíam esses genes funcionando, e eram mais suscetíveis à gripe e ao vírus do Oeste do Nilo. Na média, esse gene defeituoso fez com que seus portadores vivessem quase dois anos a menos do que deveriam.

Concluindo que ao se modificar qualquer DNA que seja, a pessoa poderá ser mais suscetível a doenças assim podendo ser vulneráveis a doenças mais atípicas.