Inteligência Artificial Pode Detectar o Alzheimer uma Década Antes dos Sintomas Aparecerem

Por Bruna Rodrigues – aluna Tech do segundo semestre

O Alzheimer causa perda de memória e de funções cognitivas, não existe cura, mas o paciente pode diminuir o avanço da doença com tratamentos e mudança de seu estilo de vida.  A inteligência artificial pode ser um aliado para ajudar no diagnóstico, as pesquisadoras Nicola Amoroso e Marianna La Rocca, da Universidade de Bari (Itália), desenvolveram um algoritmo de aprendizagem que consegue detectar a doença quase uma década antes. 
A técnica usa exames de ressonância magnética não invasivos para identificar alterações no modo como as regiões do cérebro estão conectadas.

A equipe testou o algoritmo em 148 indivíduos. Destes, 52 eram saudáveis, 48 tinham doença de Alzheimer e 48 tinham comprometimento cognitivo leve (CCL), mas desenvolveram Alzheimer entre dois e nove anos depois.

A inteligência artificial detectou com precisão de 86%, a diferença de um cérebro saudável e um com Alzheimer. Crucialmente, também poderia dizer a diferença entre cérebros saudáveis e aqueles com CCL com uma precisão de 84%.

Isso mostra que o algoritmo pode identificar mudanças no cérebro que levam à doença de Alzheimer e, dependendo do paciente, quase uma década antes aparecerem os sintomas clínicos.La Rocca diz à New Scientist que planeja usar a técnica para detectar outros problemas neurodegenerativos, como o mal de Parkinson. O estudo está disponível na Cornell University Library: https://arxiv.org/abs/1709.02369v1.