Smartphones dobráveis (Foldable Smartphones)

Por Samuel K. Galhanone – aulo de Tech do 2o semestre

O ano de 2019 chegou, e, junto com ele, surgem novas “espécies” de telefones móveis. Os telefones celulares, que surgiram em 1973, deram espaço ao iPhone e seus companheiros, os chamados smartphones, em 2007. Ao que indicam as empresas Huawei e Samsung, os smartphones terão, na melhor das hipóteses para eles, companheiros novos (isso se não forem substituídos). Os que se chamam de foldable smartphones(smartphones dobráveis) são a nova “onda do momento”. Eles são como se fossem uma nova “espécie” de smartphones, ou melhor, a evolução deles.

            Smartphones dobráveis(foldable smartphones) baseiam-se no simples conceito de “ser dobrável”, como é explicitamente sugerido pelo nome. Eles possuem uma tela de polímero composto, e também tecnologias de dobradiças, que prometem ser fortes e seguras o suficiente para manter o telefone celular como uma peça só. O primeiro modelo anunciado dessa “espécie”, o Huawei Mate X, ainda está para ser lançado, com previsão para chegar ao Brasil no começo de 2020. A Samsung não ficou muito atrás da sua concorrente e anunciou seu celular dobrável, o Galaxy Fold, no dia 20 de fevereiro de 2019, de forma oficial. Os preços fogem bastante do nível aceitável, apesar de o iPhone estar fazendo isso há um tempo no Brasil. O Mate X entra no mercado com um preço de 2.299 euros (cerca de R$ 9.740,00 em conversão direta). Já o Galaxy Fold, entra nesse mesmo mercado com o preço inicial de U$ 1.980,00 (cerca de R$ 8.316,00 em conversão direita). 

            Uma pergunta que se pode fazer é: que impactos isso tem no mercado de smartphones e como as pessoa reagirão a isso? Podemos responder dizendo que facilmente o modo de consumirmos conteúdo irá mudar. E, às vezes, até mesmo o próprio conteúdo. A tela flexível permite ser dobrada e aplicações para isso não tem dimensão definida. Imagine-se usando o instagram em um celular que a tela se recolhe ou num celular em que a tela dobra para ficar no tamanho de um tablet, e, de repente, o seu celular pequeno demais para ler notícias, se torna um tablet grande o suficiente para usar como tela para um teclado bluetooth e digitar um artigo de opinião sobre o que você acabou de ler. Realmente, a dimensão da utilidade dessa tela não pode ser medida. Isso tudo além das praticidades que a tela dobrável nos traz. A grande vantagem de um smartphone com tela dobrável está em ter dois aparelhos em um só. Quando aberto, ele é um tablet, quando fechado, um smartphone “convencional”.

            Somado a isso, segundo o site “Olhar Digital”, a venda de smartphones está estagnada, provavelmente por conta da falta de inovação. O site aponta que as empresas precisam se reinventar e inovar em smartphones para conseguirem atingir o mercado de uma forma que irá aumentar o número de vendas. Uma tela flexível parece ser um bom recomeço para os smartphones. Parece ser a inovação que era esperada.

Smartphones que usam android, que tem parceria com a empresa Google, foram os primeiros a chegar com elas. A grande empresa até otimizou o seu sistema operacional para que ele “entenda” e se adapte a diferentes tamanhos e formatos de tela, dinamicamente, conforme o usuário quiser modelar. Ou seja, o android agora suporta smartphones com tela dobráveis.

Na outra ponta dessa guerra pelo mercado, Steve Wozniak, co-fundador da Apple, comentou sobre a gigante de Cupertino e os possíveis iPhones dobráveis. Ele disse estar ansioso para um iPhone dobrável e também demonstrou preocupação com a Apple dentro do mercado de vendas de smartphones, no sentido da inovação, segundo o site “Tudo Celular”. Ele disse que “(…) A Apple tem sido líder há bastante tempo em algumas áreas […]. Agora eles não são líderes em áreas como telefones dobráveis, e isso me preocupa porque eu realmente quero um telefone dobrável”. Também disse que “Eles [Apple] acabaram de ter bastante sucesso com o iPhone e isso foi o negócio deles por um longo tempo. Agora eles estão se ramificando, então muitos de seus negócios têm sido muito bons”. Parece que a briga pela liderança desse mercado vai ser boa.

Conforme o mesmo site (“Tudo Celular”), num artigo postado em 02 de março de 2019, a Apple teria registrado patentes para telas de celular que são dobráveis, com o argumento de que seria necessária uma tecnologia que elevasse a temperatura da tela porque esse tipo de tela, quando resfriada, tem a tendência de rachar. Várias soluções vêm surgindo para aquecer esse mercado e para atiçar uma concorrência grande para ter a maior fatia dele.

            Entretanto, como toda tecnologia nova, além de todo esse brilho e “glamour”, ela pode vir com algumas complicações no início. Fomos bem positivos em relação a smartphones dobráveis até aqui. Mas é fato já conhecido que novas tecnologias, principalmente as mais radicais, trazem junto com elas, no início, problemas de hardware, software e questões a serem adaptadas e melhoradas. As fabricantes têm papel fundamental em aprender a lidar com essas questões e como envolver o consumidor nesse novo mundo de produtos. Além disso, aplicativos teriam que ser redesenhados ou reprogramados. Alguns, feitos novamente do zero. Isso envolve todas as empresas que programam esses aplicativos e sua “boa vontade” (de certa forma) para fazer isso. Aplicativos nativos também teriam que ser otimizados. Outra questão para ficar de olho, é o preço. A tecnologia é nova e ainda custa caro para ser produzida. Só esses dois fatores já contribuem para o elevadíssimo preço de venda dos smartphones dobráveis.

            Por fim, não sabemos onde essa nova tecnologia vai dar. Se vai vingar, por conta de suas aplicações, ou se isso é só uma questão de tempo até cair no “mar do esquecimento”. Mas um coisa é certa: é uma inovação e tanto.